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Formas Diabólicas

Ensaios sobre cognição estética

Crianças, artistas e loucos habitam o terreno do sagrado, do estético e do diabólico – vivem sem conflito nem culpa em meio à confusão dos códigos. Mas a criança sairá do sagrado, quando for sequestrada pela racionalidade da madureza. O trabalho do artista é bem mais perigoso, porque toda vez que ele entra no misterioso oráculo sibilino da arte arrisca dele jamais sair, como o louco, exilado nos vales obscuros e confusos do sagrado, do estético e do diabólico. A etimologia das palavras "símbolo" e "diábolo" indica ideias sobre junção e separação, respectivamente. "Símbolos" são todos os signos da cultura que juntam forma e conteúdo, permitindo o funcionamento de linguagens e a comunicação de conhecimentos abstratos sobre coisas, eventos e pensamentos. "Diábolos" são formas sem conteúdo (sem significado, nem sentido) que não constituem linguagens, mas produzem sensações, percepções, emoções, paixões e intuições capazes de gerar conhecimento experimental sobre coisas, eventos e pensamentos. No livro Formas Diabólicas a cognição estética é produzida e comunicada por meio de formas diabólicas, que não se opõem, mas se diferem das formas simbólicas que representam conceitos.

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