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05 Feb

2019

Coletânea homenageia a trajetória de Dias Gomes

Os pesquisadores Hertz Wendel de Camargo, doutor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFPR, e Rondinele Ribeiro, mestrando do Programa de Pós-graduação em Letras da UNESP, Assis-SP, selecionam artigos para compor a coletânea “20 anos sem Dias Gomes – estudos em teatro, teledramaturgia e cinema”. A coletânea tem como objetivo reunir pesquisadores especialistas na obra do escritor e dramaturgo Dias Gomes (1922-1999), bem como pesquisadores interessados em análises isoladas de obras do autor – literárias, dramatúrgicas, teledramatúrgicas e cinema. A proposta do e-book se constitui como uma homenagem à trajetória do escritor Dias Gomes, falecido há 20 anos, que sempre abordou questões políticas em suas obras, com humor e crítica, com destaque para a linguagem do realismo fantástico. Entre as suas obras se destacam O Pagador de Promessas (teatro, minissérie e cinema), O Bem Amado (teatro, telenovela, seriado e cinema), Saramandaia, Roque Santeiro (1975 – telenovela censurada adaptada da peça O Berço do Herói / 1985).

Os pesquisadores interessados em publicar deverão enviar resumo de até 250 palavras até dia 15/04/2019 para o e-mail: ribeirorondinele@gmail.com. Se aprovado, o texto completo deverá ser enviado até dia 15/05/2019, com publicação prevista até 30/07/2019.

 

Dias Gomes — Nome fecundo no meio artístico brasileiro, a trajetória do escritor se confunde com a história do teatro moderno brasileiro e com o traçado da aclimatação da teledramaturgia nacional assentada em uma proposta estética popular e crítica, o que revela a visão engajada de um escritor não satisfeito com a realidade de seu país, por isso o reflexo em produções teatrais, teledramatúrgicas e cinematográficas perpassadas por um viés perturbador. Para a teledramaturgia nacional, o nome do autor é de grande importância, devendo sua presença ser vista como a de um intelectual engajado e preocupado em inovar a teleficção brasileira. Dias Gomes conferiu à teledramaturgia nacional a qualidade de texto e o acabamento estético que o gênero não contava. Para o autor, a busca de uma linguagem própria para se fazer a televisão foi uma constante. Como Dias Gomes encarou o veículo como uma arte popular, viu uma nova forma de se expressar, haja vista a televisão se estruturar a partir da equalização da imagem e da palavra, portanto uma forma bem diferente do teatro, gênero bastante familiar de Dias Gomes. Dessa forma, ao escrever para a televisão, o autor elevou o gênero num tom polifônico carnavalizado, revelando em seu vasto conjunto de produções audiovisuais um realismo crítico, que também se associa ao grotesco, ao fantástico, ao trágico num claro emprego de fortes hibridizações de linguagens e estéticas responsáveis pela estratégia de comunicabilidade do autor.

 

Os organizadores:

Rondinele Ribeiro é mestrando do Programa de Pós-graduação em Letras da UNESP-ASSIS (linha Literatura e Estudos Culturais). Licenciado em Letras-Literatura pela UENP-CJ (2011). Possui graduação em Pedagogia pela UCESP-SP (2017). Tem especialização em Cultura e Literatura Brasileira. É Integrante do Grupo de Pesquisa Cultura Popular e Tradição Oral: Vertentes. Desenvolve pesquisa acerca da ficção na mídia a partir dos pressupostos advindos da Literatura Comparada.

Hertz Wendel de Camargo é doutor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFPR (PPGCOM-UFPR), da linha de Comunicação e Formações Socioculturais. Doutor em Estudos da Linguagem (UEL, 2011) e mestre em Educação, Conhecimento, Linguagem e Artes (Unicamp, 2006). Líder do grupo ECCOS – Estudos em Comunicação, Consumo e Sociedade. Autor do livro “Mito e filme publicitário – estruturas de significação” (Eduel, 2013), finalista do Prêmio Jabuti 2014, categoria Comunicação. Pesquisador dos campos do Mito, Consumo, Imaginário e Imagem.

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